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Gregos e Persas concilia o canto,

460

Ao vencedôr do mundo o som subjuga.

E o que Thimoteo foy Driden imita

Fora Bocage que ultrajou fortuna.
Extremos evitai, e as faltas desses
A quem as coizas muito, ou nada agradaõ,

465

Picar-se com qualquer legeiro escarneo
Mostra muita soberba, e pouco senso.

Cabeças, como estomagos, naõ prestað
Se vaõ digerem nada, se os enjoa
Quanto comem por

bom ou mau que seja,
Naõ he justo tað bem que extazes cause
Qualquer dito jocoso, qual quer phrase.
Tolos admiraõ, mas o bom senso aprova.

470

Entre nevoas, avultaõ os objectos;

A ignorancia engrandece sempre as coizas.

475

Authores estrangeiros se reprovaõ
E certos homens só daõ preço aos proprios,
Gostaõ de antigos seus, ou seus modernos;

Fazem do engenho monopolio e fingem

S

Thus wit, like faith, by each man is apply'd

To one small sect, and all are damn'd beside.

Meanly they seek the blessing to confine,

And force that sun but on a part to shine,

Which not alone the southern wit sublimes,

400

But ripens spirits in cold northern climes;

Which from the first has shone on ages past,

Enlights the present, and shall warm the last;

Tho' each may feel increases and decays,
And see now clearer and now darker days.
Regard not then if wit be old or new,

405

But blame the false, and value still the true.

Some ne’er advance a judgment of their own, But catch the spreading notion of the Town; They reason and conclude by precedent, 410 And own stale nonsense which they ue'er invent. Some judge of authors' names, not works, and then Nor praise nor blame the writings, but the men. Of all the servile herd, the worst is he

That in proud dulness joins with quality.

415 480

Que o mundo em trevas d'ignorancia dorme.
O sol mesmo, a brilhar forçaõ u’hum cauto,
Sol, que naõ so no sul sublima engenhos,

Mas que os genios, no frio norte aquesce.
O
que

brilhou na idade ja passada,

Luz na prezente, hade enflamar viudoiros.

485

Bem

que humas vezes cresça outras descaia Que hajaõ mais claros, mais escuros dias.

Pouco importa juizo velho ou nôvo
O falso censurai, louvai o justo.

Quantos ha que naõ tem juiso proprio!
Julgaõ, concluem pello antecedente
Cõ huma asneira sediça, sem que aomenos
Gozem do privilegio d'iuventala.

490

Pello nome do author muitos decidem;

495

Nağ pellas obras nað, e neste cazo
Naõ julgaõ dos escritos, mas dos homens.

D'este rebanho vil o mais abjecto

Hé quem fofa tolice une á nobreza

E critico constante n’hum palacio

A constant critic at the great man's board,

To fetch and
carry nonsense for

my

Lord.

What woful stuff this nadrigal would be

In some starv'd hackney sonnetteer, or me!

But let a lord once own the happy lines,

420

How the wit brightens! how the style refines!

Before his sacred name flies ev'ry fault,

And each exalted stanza teems with thought!

The vulgar thus through imitation err;

As oft the learn'd by being singular;

425

So much they scorn the crowd, that if the throng

By chance go right, they purposely go wrong:

So schismatics the plain believers quit,

And are but damn'd for having too much wit.

Some praise at morning what they blame at night;

But always think the last opinion right.

431

A Muse by these is like a mistress us’d,

This hour she's idoliz’d, the next abus'd;

500

Traz e leva inepcias de hum ministro.
Que tal pessa seria huma cantiga
Se hum poeta rafado qual me sinto
A tivesse composto ? Se hum valido
Hum presidente acazo condescende
A dar por sua a quadra, que prodigio!
Que raro engenho! que suave estylo!
Ante o nume sagrado os erros fogem
E na strophe sublime ideas fervem.

505

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De manháa louvaõ, o que a tarde accusaõ;
Sempre a ultima idea lhe tem conta

Trataõ a musa como a incauta dama

Quie ora idolatrað, e que depois insultaõ,

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