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vimento de acido sulfhydrico, reconhecivel pelo cheiro e pelo papel a acetato de chumbo.

Ammonia.

Não dá turvação immediata.

Oxalato de ammonio.- Passado algum tempo, leve opulescencia do liquido, sem precipitação.

Chloreto de bario. Em presença do acido chlorhydrico ha turvação branca muito leve, só ao fim de 3 horas.

Acido tanico. Não deu coloração significativa.

Alcalinidade. - Deitando nesta agua um papel vermelho de tornesol, este não muda senão passado bastante tempo; a phenol-phtaleina não córa de vermelho, senão depois de ebullição; com o methyl-orange, côr amarellada; com o acido rosolico, côr violete vermelha nitida.

D'estes ensaios, e dos que se realizaram para a analyse quantitativa, resulta que, na agua mineral de Canavezes, existem os componentes seguintes:

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LITTERATURA E BELLAS-ARTES

ARTES E INDUSTRIAS METALLICAS EM PORTUGAL

(Cont. do n.o 11, pag. 702)

B) Adiceiros. João Lopes, Domingos Anes, Alvaro Domingues, Diogo Dias, Affonso Gomes, Alvaro Domingues, Alvaro Anes Veregoa e João Affonso Crementa.

Sendo vinte o numero dos adiceiros, não admira que appareçam registadas nas chancellarias bastantes cartas a seu respeito, já de nomeação, já de aposentação e privilegio. Transcrevi aqui algumas, de que tirei cópia, e nas quaes se encontram tambem esclarecimentos curiosos. Referem-se aos seguintes individuos:

João Lopes. Era sapateiro e por motivo de doença foi aposentado no seu logar de adiceiro. D. Affonso V lhe passou a respectiva carta em Cintra, a 19 de setembro de 1454. Domingos Anes.-Era já muito velho e enfermo, e em seu logar foi nomeado seu filho, Alvaro Domingues, por carta de 16 de dezembro de 1472. Neste tempo era védor da Adiça Diogo Nunes.

Affonso Gomes. Foi nomeado em carta de 28 de agosto de 1483, em logar de Diogo Dias, que nelle renunciára. Era escrivão da Adiça Affonso de Ferreira.

Alvaro Domingues. -Tanoeiro. Residia em Almada. D. João II o privilegiou, isentando-o de ir servir na Adiça, comtanto que pagasse as corôas a que era obrigado pela razão d'este officio. Carta de 27 de julho de 1488, passada em Almada.

Alvaro Anes Veregoa.-D. João II lhe deu carta de aposentação, por doença e annos avançados, a 17 de maio de 1492.

João Affonso Cremente.-D. João II o nomeou, a 17 de junho de 1492, adiceiro do conto dos de duas corôas, em substituição de Alvaro Anes, que havia sido aposentado, e que é sem duvida o mesmo de quem fiz menção no paragrapho anterior. Neste tempo era védor da Adiça, Lopo Dias, escudeiro d'el-rei.

«Dom Afomso &c. A uos Aluaro Paaez veedor dos adiceiros da nossa adiça e ao corregedor e Coudel da cidade de Lixboa e a todollos corregedores juizes e justiças oficiaes e pessoas a que esta carta for mostrada e o conhecimento della pertencer per qualquer guissa que sseja Saude. Sabede que nos querendo fazer graça e merçee a Joam Lopez çapateiro nosso adiçeiro morador em a dita cidade posto que nom chege a Idade de Satenta anos a que teemos detreminado per djreito mandar apoussentar os nossos vassallos e priuilegiados por quanto fomos certo per hua jnquiriçom que sobre sua despossicom mandamos tirar que auja muito tempo que era adorado de tal enfermidade sobre a qual fezera mujtas despesas e a ella nom poderia auer cura nem rremedio. Teemos por bem e apoussentamollo com ssua homra e porem uos mandamos que daqui en diante ho ajaaes por nosso adiçeiro apoussentado e lhe conpraes e guardees e façaees conprir e guardar todollos priuillegios honrrás e franquezas e liberdades de que ata agora elle hussou e gouujoo ante de assy sseer apoussentado e que ham e guardam a todollos outros nossos adiçeiros apoussentados e que apoussentados nom (sic) e lhe nom vaades nem conssentades hir contra ellas nem cada hua e lhe conpry e guarday esta nossa carta em todo bem e conpridamente como em ella he contheudo sem outro enbargo que huus e outros a ello ponhaaes dante em Sintra xix djas de Setembro Fernam Lourenço a ano de Noso Senhor Jhesu Christo de mjl iiijel iiij» (1).

fez

--

«Dom Afomso &c. A quantos esta nossa carta virem fazemos saber que confiando nos dAluaro Doiz filho de Domingue Anes, adiceyro da nossa aadiça, que he tall que o fara bem e fiellmente e como conpre a nosso seruíço, e querendolhe fazer graça e mercee, teemos por bem e o fazemos adiceiro no oficio que o dito seu pay ataa ora tem, o quall em elle poemos e esto por quanto vimos e fomos certo que por inquiriçom que sobrello foy tirada que o dito seu pay he já muyto fraco e enfermo e em tall desposiçam que já per sy nom pode o dito oficio seruir. E porem mandamos a vos D.o Nunez, veedor da dita aadiça, e a outros quaees quer oficiaees e pessoas a que esto perteencer que maetaees em posse do dito oficio dadiceiro o dito Aluaro Doiz e lhe leixees seruir e vssar do dito oficio asy e pella guyssa que o teue o dito seu pay em quanto ho teue e a outro nenhuũ nom. E mandamos a todollos nossos corregedores juizees e justiças e a quaees quer outros oficiaees e pessoas a que esto perteencer que lhe guardem e compram e façam conpridamente guardar todollos preuillegios e liberdades que aos ditos adiceiros som outorgados per os Rex dante nos e per nos confirmados sem lhes yrem contra elles em maneira alguña. O quall jurou em a nossa chancellaria &c. carta em forma. Dada em Euora dezaseis dias de

(1) Torre do Tombo, Chancellaria de D. Affonso V, liv. 10, fl. 95.

dezembro ElRey o mandou per dom Joao Galua bispo de Coimbra. Antā Diaz a fez anno de nosso S.or Jhesu Xpo de mill шj Íxx ij» (1).

«Dom Joha &c. it. carta de Afomso Gomez morador em Allmada, por que ho damos por adiceeyro da nossa adiça do numero dos xx hordenados asy e per a guissa que o ate quy foy D. Diaz que o dito oficio tynha e o inviou renunciar em nosas maãos per hua carta testemunhauell que parecia (falta-lhe ser feito) per Afomso de Ferreira spriua da dita hadiça aos xxb dias do mes dabrill da era presente a fundo nomeada. E porem mamdamos &c. Dada em Abrantes a xxbiij dias dagosto elrrey ho madou per dom J. dallmeida veador da fazenda - Gaspar Luis a fez anno mill шjelxxxij» (2).

«Dom Ioham &. a vos veador e alcaide da nossa adiça e a outros quaes quer, a que o conhecimento desto pertemceer, saude, sabede que nos queremdo fazer graça e merce a Aluaro Dominguez tonoeiro, nosso adiceiro, morador em esta villa, por alguūs respeitos que nos a ello moueram teemos por bem e queremos que daquy em diante o nom costrangaes nem mandees costranguer que aja de hir seruir na adiça, por quanto nossa mercee he o auermos dello por relleuado, pero nom ho avemos por desobriguado de nos aver de paguar as coroas em que he obriguado segundo nossa hordenança, mas que todavia as pague. E porem vos mandamos que asi ho cunpraes e façaes conprir e guardar sem outra duuida nem enbarguo que a ello ponhaes. Dada em Almada a xxbij dias de julho - -o sacretario Afomso Guarcees a fez ano de nosso Snñor Jhesu Xo de mill je lxxx biij anos» (3).

«Dom Joham &c. fazemos saber a quamtos esta nosa carta virem que por sabermos que Aluare anes Veregoa, morador em Almada, noso adiceiro na nosa adiça ños medaees dAlmada, que he ja em tall hidade e desposisom que nom pode por sy seruir o dito oficio e por lhe fazermos mercee temos por bem e o apousemtamos com todallas honrras, graças, priuilegios e liberdades que temos dados e entorgados per seus priuilegios aos adiceiros da dità adiça. E porem mandamos... Dada em Lixboa aos xbij dias de mayo P. Diaz a fez anno do nascimento de noso Senhor Jhesu Xpo de mill mjel Rij» (4).

«Dom Joham &c. A quantos esta nosa carta virem fazemos saber que querendo fazer graça e merce a Joham Afonso Cremente, e por nos parecer pertemcente pera iso, o damos por adiceiro da nosa adiça do conto dos de duas coroas asy e polla gisa que o era Aluare Eanes, que o ora pousemtamos por sua hidade ser pera iso segundo hordenança. E porem mandamos a Lopo Diaz noso escudeiro e vedor da dita adiça e aos mestres della que o ajom daqui em diante por adiceiro della e lhe gardem seus previlegios graças e liberdades dadas e outorgadas aos adiceiros da dita nosa adiça. Dada em a nosa cidade de Lixboa a xbij dias de junho Pero Diaz a fez - anno de mill шjl Rij. E esto por quanto fomos certos pollo vedor e adiceiros da dita adiça que o dito Joham Afomso era auto e pertemcente pera iso» (5).

(1) Torre do Tombo, Chancellaria de D. Affonso V, liv. 29, fl. 254.
(2) Torre do Tombo, Chancellaria de D. João II, liv. 26, fl. 4.
(3) Torre do Tombo, Chancellaria de D. João Il, liv. 15, fl. 104 v.
(4) Torre do Tombo, Chancellaria de D. João II, liv. 5, fl. 124.
(5) Torre do Tombo, Chancellaria de D. João II, liv. 5, fl. 123 v.

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c) Minas de ouro e outros metaes e pedras preciosas. O infante D. João

Em carta, passada em Coimbra a 9 de agosto de 1441, concedia D. Affonso V a seu tio o infante D. João, que por espaço de cinco annos podesse mandar tirar ouro, prata, pedras preciosas e outros quaesquer metaes das minas existentes, ou que se viessem a descobrir na comarca d'entre Tejo e Odiana, e em Riba d'Odiana.

«Dom Affomso &. A quantos esta carta virem fazemos saber que nos querendo fazer graça e mercee ao iffante dom Johã, meu muyto preçado e amado tio, damos lhe llugar e licença, da feytura desta carta ataa cinque anos que possa mandar tirar ouro, prata, pedras preciosas e outros quaes quer, metaaes nas mineiras que som ou forem achadas na comarca dantre Tejo e Odiana e em Riba dOdiana, e de todo o que neellas tirarem e acharem de a nos o quinto em paz e em saluo, e o mais aja pera sy. E porem mãdamos aos nossos corregedores, contadores, almoxarifes e a outros quaes quer nossos officiaaes e pessoas, asy da dita comarca como de fora della, que esto ouuerem de ueer que lhe leixem mandar tirar o dito ouro, prata, pedras e metaaes nas ditas mineyras ataa o dito tempo, como dito he, e os nossos almoxarifes, em cujas comarcas essas mineiras forem recadem e façom pera nos recadar, presente os espriuaães de seu oficio, o quinto, e o mais lhe leixem auer liuremente pera sy pela guisa suso dita sem lhe poedo sobrello outro nenhuũ ēbargo. Dada na cidade de Coynbra 1x dias dagosto per autoridade do senhor Ifante dom Pedro &c. Rui Vaaz a fez anno de inj© Rj» (1).

II

Minas na Africa e no Brasil

a) Gimdarlache. Em uma carta de Gonçalo Nunes Coelho, datada do Congo a 20 de abril de 1539, e dirigida a D. João III, se dá conta de um allemão Gimdarlache, que andava ha 14 annos naquellas partes empregado na pesquiza das minas e outros importantes trabalhos metallurgicos. Transcreverei um dos trechos mais salientes da carta:

«Gimdarlache alemão ffundidor que neste Reino ficou depois da ida de rruy mendez e oficiaes me pedio Algumas vezes lhe esprevesse pera vossa Alteza ssobre as minas que descubertas tem, o que eu ffiz e farei por ser serviço de vossa

(1) Torre do Tombo, Chancellaria de D. Affonso V, liv. 2, fl. 80 v.

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